2 de mar. de 2014

Ferida de diabético

Olá gente,
hoje um caso de um homem, diabético, fumante e com histórico de amputação de membros inferiores na família por diabete. Caminhoneiro afastado para tratar a ferida. Quando chegou até mim estava há dois meses com acompanhamento médico e a ferida não estava regredindo.Estamos com 4 meses de laserterapia, e o resultado nas fotos a seguir. Ainda não tenho a foto final porque o paciente voltou a viajar a trabalho e não consegui contato para fotografar. :)
Primeiro dia de tratamento.




4 meses de tratamento

28 de fev. de 2014

Micose de unha!!

Mais uma divulgação da laserterapia para MICOSE DE UNHA!!! 
É um tratamento longo, com aplicações semanais de laser de curta duração e altamente eficaz!!!
A diferença para outros tratamento de micose é que não é necessário o uso de medicamentos, evitando a resistência do fungo e não afetando órgãos como fígado e rins. Além de não precisar passar esmalte. O tratamento é todo realizado na clínica, sem depender do paciente para aplicação de remédios.
IMPORTANTE: Para fazer o uso do laser é OBRIGATÓRIO ter habilitação. Não confie em 'profissionais' que não tem estudo e capacitação para laserterapia. Isto caracteriza exercício ilegal da profissão. Apertar um botão qualquer um faz, mas saber o que e por que está fazendo somente quem estuda. É a TUA saúde em jogo. Não brinque.

Divulgação do laser!

Olá,
quem é vivo sempre aparece! Desculpem-me pela ausência, agora voltei com tudo!!! E cheia de casos novos para postar. Segue a foto da Revista Êxito, do ano passado, com propaganda sobre a laserterapia.
Logo posto meus casos recentes. :)

12 de ago. de 2013

Queimadura!



Olá!
Postagem de hoje será um caso clínico de laserterapia para queimadura por chapa quente!
Importante ressaltar que não foi utilizado absolutamente nada além do laser luz vermelha imediatamente após a queimadura, 24h e 48h depois. Como a chapa quente era na horizontal a queimadura se deu nos quatros dedos, formando uma linha. :( Paciente relata que houve alívio da dor instantânea, não formação de bolha e cicatrização rápida. E como cirurgiã-dentista é meu dever dizer que pasta de dente não é recomendada para queimaduras!! Logo após o acidente é preciso lavar com água corrente fria, para neutralizar a ação do calor, e amenizar a ardência. Seguem as fotos:

Imediatamente após o acidente.

24h


48h

Era isso!
:)

18 de jun. de 2013

Mais grosso que dedo destroncado...

Olá,
mais um caso de laserterapia de baixa potência para cicatrização e dor! Acontece que a paciente foi caminhar e esqueceu que o dedo era dela. Chutou com tudo uma pedra e o dedo amanheceu colorido e dolorido. Foram apenas três sessões, uma por dia, sendo que imediatamente após  a primeira aplicação da luz a dor desapareceu! Percebam a diferença de cor do hematoma, que vai clareando rapidamente, devolvendo o tecido sadio para o pé. :) 
Incrível, não!!?!

DIA 1

DIA 2

DIA 3

Até a próxima :)



3 de jun. de 2013

Depilação, foliculite e LASER!!

Bom dia!
Voltando com um caso clínico do emprego da laserterapia para cicatrização e inflamação. O caso clínico é de foliculite por depilação masculina com cera quente na região do peito. Em função da agressividade da cera com o pelo (nova ortografia: mode on) extremamente calibroso, atrito com a roupa imediatamente após a depilação e presença de bactérias na pele ocorre a inflamação dos folículos capilares: foliculite. A lesão parece acne, algumas tem pus, e dói. Se coçar ou espremer, obviamente piora o sinal clínico, podendo formar crostas, que deixam cicatrizes e manchas. O tratamento convencional inclui compressa de água quente/morna para drenagem dos folículos e até antibiótico. Porém, conhecendo os benefícios do laser de baixa potência para INFLAMAÇÃO e CICATRIZAÇÃO ( http://universodolaser.blogspot.com.br/2013/02/turma-do-laser-no-combate-inflamacao.html e http://universodolaser.blogspot.com.br/2013/03/reparo-e-cicatrizacao-caso-clinico.html ); apliquei o tratamento logo após a depilação. O resultado foi surpreendente e sem a entrada de antibióticos, contribuindo para a não proliferação da resistência bacteriana! Seguem as fotos:
Primeiro dia



Segundo dia de laser


Notem que de uma sessão para outra, apesar da foto estar com qualidade ruim, aquele 'grosseirão' diminuiu, incluindo a dor e o desconforto do paciente.

Terceira aplicação de laser.

Foram 3 sessões de laser vermelho, durante 4 dias. Essa última foto já representa o rápido avanço da cicatrização, praticamente sem pus, sem vermelhidão. Alguns pontos de cicatriz aparecem em função do paciente ter apertado as lesões. E lembrando: sem o uso de qualquer outro medicamento!
Até breve.








7 de mai. de 2013

Maquiagem definitiva e laser: testando em mim!

Olá turma, 
Demorei para escrever pois estava esperando as fotos do caso de hoje. Estética! O uso do laser para cicatrização de maquiagem definitiva. Que não é tatuagem, é dermopigmentação, cuja técnica e instrumentais são diferentes dos usados para tatuar. E não é definitiva, tendo que ser retocada com maior frequência que a tatuagem. Enfim, o caso é meu. Eu sou a paciente que fez a sobrancelha definitiva porque achava a minha muito falhada e fina. Adorei o resultado no meu rosto. O procedimento é suportavelmente doloroso, bem menos que uma tatuagem ou piercing. Quando acabamos o maquiador me receitou Bepantriz, 3x/dia por uma semana! Logo que cheguei em casa fui procurar a indicação da pomada, e qual a minha surpresa quando encontrei isso: ...Cicatrização e epitelização em caso de ferimentos leves... 
Como lasermaníaca assumida resolvi ser cobaia do uso da laserterapia de baixa potência para cicatrização da ferida feita no meu rosto. E nada mais que o esperado, uma grata surpresa com a rápida evolução do caso. Deveria ter deixado uma das sobrancelhas sem o laser e a outra com, para ver a diferença, mas não me aguentei e apliquei a luz vermelha todos os dias, por 4 dias. Em relação a dor, 1h após o procedimento já apliquei a luz pois estava com bastante sensibilidade e não conseguia franzir a testa que doía. Foi o único sintoma de dor. E nada de dor nos dias seguintes (com aplicação de laser). Ahh e o melhor de tudo, nada de pomada e toda a melecada que ela faz! :)
Logo após a dermopigmentação.


Desculpem-me a qualidade das fotos, mas não é fácil se autofotografar e nem sempre tem alguém perto para ajudar! 
Segundo dia e segunda aplicação de laser


Terceiro dia!

terceiro dia sem edema, sem dor!!


Uma semana depois!

22 de abr. de 2013

SENSIBILIDADE DÓI!!!!



Dói o dente só de pensar em falar? O ar que encosta nos dentes te faz pular de dor? A sensibilidade te faz querer esganar teu dentista? Passar a escova ou uma sonda tem a sensação de unhas arranhando num quadro-negro? Pois é, a hipersensibilidade dentinária cervical (HDC) é uma condição de dor dentária que incide em 57% da população adulta! Além da dor, o paciente pode desenvolver algum problema periodontal, pois deixa a higienização incompleta na região em função da dor causada pela hipersensibilidade! Existe também outra condição que faz retração da gengiva, expõe a raiz do dente e causa sensibilidade: escovar demais! Parece estranho, mas está cada vez mais comum a neurose com dentes limpos e brancos, fazendo com que a pessoa escove com mais força e até 8, 10 vezes ao dia. O que limpa o dente e remove a sujeira não é a força que aplica, nem escovar 10 vezes, é simplesmente alcançar todos os dentes e em todos os lados do dente, com calma e prestando atenção no que está fazendo. Preste atenção na sua escova de dente, se ela fica parecendo uma vassoura de palha em poucos meses de uso, CUIDADO! Você pode ter esta síndrome do dente branco. A recomendação do dentista continua sendo a mesma: escovar 3 vezes ao dia e manter a escova dental com as cerdas íntegras. A hora que ela começar a entortar as cerdas está na hora de trocar!

 A laserterapia entra como um auxiliar no tratamento da HDC. O primeiro passo é o cirurgião-dentista diagnosticar o motivo da HDC, não adianta tratar a dor senão se sabe de onde vem. Feito isso é hora de iniciar o tratamento.
O primeiro efeito do laser de baixa potência é o analgésico, que impede a condução do impulso nervoso e imediatamente após a aplicação do laser o paciente se vê livre da dor. Além disso, a luz tem efeito sobre a célula da polpa, com efeito regenerativo e de formação de dentina reacional (proteção para a polpa), o que também explica os resultados duradouros do tratamento.
Repito: a terapia com laser não causa a cura da sensibilidade. Para isso precisamos ver o que causa tanta dor. O laser vem como terapia de suporte para aliviar a DOR!!!
Até a próxima J

Arrepia só de olhar!!!!

15 de abr. de 2013

Mucosite e o câncer!

Olá!
O post de hoje será sobre MUCOSITE, e para melhor entendimento colocarei três artigos sobre. A mucosite é uma inflamação na mucosa em consequência do tratamento oncológico. É extremamente limitante na qualidade de vida do paciente pois afeta a fala, alimentação e higiene.

Aspectos clínicos, biológicos, histopatológicos e tratamentos
propostos para a mucosite oral induzida por radioterapia: revisão
da literatura



Complicações bucais da quimioterapia antineoplásica 


Utilização da terapia com laser de baixa potência para prevenção de mucosite oral: revisão de literatura.


E para encerrar um vídeo do ex-presidente Lula e seu tratamento com laser!!!!

5 de abr. de 2013

Exército contra o câncer: QUIMIO E RADIOTERAPIA


Continuando o post anterior, o assunto de hoje é o tratamento oncológico. Então, o tumor é feito de vários clones de célula. O câncer começa com uma célula primariamente normal, do próprio corpo. A célula normal vira célula tumoral por mutação, na hora de duplicar o DNA há falha. Em sua maioria não é contagioso, mas há alguns vírus oncogênicos que podem ser transmitidos, ex: HPV, no câncer de colo de útero. O próprio DNA tem genes que fazem o reparo do erro de duplicação. Os casos hereditários de câncer não correspondem a 10% dos casos. Todo câncer é genético (envolve genes), mas nem todos são hereditários. 90% dos tumores são associados a exposição de carcinógenos, principalmente: ALCOOL, TABACO, SOL. Esses carcionógenos não causam câncer imediato, demora 10, 20 anos de exposição para a manifestação. Cada 1 cm de tumor tem UM BILHÃO de células tumorais, por isso é tão difícil o tratamento, tem que atingir vários tipos de células metastáticas.
PARÊNTESES: Como o blog é meu, vou deixar uma opinião muitíssimo pessoal a respeito do tabaco, que associado ao álcool, é o ator principal do câncer de boca, garganta, pulmão... é muito triste os jovens de hoje, com tanta informação concreta e verídica, agirem de forma irônica e infantil a respeito do cigarro. É comum ouvir: “aaah mas meu avô fumou a vida inteira, desde os 12 anos e nunca teve nada.. “ OK, vamos pensar naquela época, 50, 60 anos atrás: alimentação era da horta de casa, nada de enlatados, embutidos, microondas e fast-foods carregados de radicais livres prejudicando o organismo. O cigarro não era industrializado e propositalmente cheio de atrativos viciantes. Nossos avós trabalhavam na roça, era atividade física intensa e não passavam horas na frente do vídeo-game comendo salgadinho. O álcool não era banalizado como hoje. Ou seja, não tem como transportar a vida que nossos avós fumantes levavam, com a de um jovem de 20 anos de hoje. E nem vou tocar no assunto álcool, porque daria mais páginas de indignação. Infelizmente as consequências vêm e são imperdoáveis. FECHA PARÊNTESES.
Para tratamento do câncer, são utilizadas duas modalidades: quimioterapia e radioterapia:
1.    Radioterapia (RT): radiação nas células tumorais. Age na quebra do DNA. Quanto mais célula estiver duplicando o DNA, mais a RT vai atuar. Raio gama atinge o código genético da célula maligna. É uma ação local, cumulativa. Fica fazendo efeito até 30 dias, e provavelmente piora, pelo acúmulo de dose de radiação.
2.    Quimioterapia (QT): age na síntese de DNA. Usa fármacos para combater. Tem afinidade por células que se multiplicam muito rápido (tumoral, cabelo, unha..) e por células da medula óssea.
Dependendo do tipo, localização, intensidade, tempo de tumor é planejada um tipo de terapia. E claro, elas são implacáveis e cheias de efeitos colaterais.
Ø  MUCOSITE: inflamação na mucosa. Manifesta-se como uma afta profunda, e tem toda a limitação de ingerir alimentos, líquidos, fala, dor... acontece em 100% dos pacientes que fazem RT, 40% que fazem QM e 100% nos RT e QT.
Ø  NEUROTOXICIDADE: agressão da RT e QT que faz doer o corpo todo.
Ø  OTOTOXICIDADE: problemas de ouvido, edema, fibrose, vasculite, zumbido, perda audiditva.
Ø  TRISMO: limitação de abertura de boca, higienização e alimentação.
Ø RADIODERMATITE: problemas de pele na região irradiada, edema, descamações, úlceras, hemorragia, necrose.
Ø  OSTEONECROSE: dor, edema, parestesia, fístula, mobilidade dental.

A QT tende a ser mais cruel quando se trata de efeitos colaterais:
- 0 a 3 dias: náusea, vômito, dor articular;
- 7 a 21 dias: cistite, mucosite, imunossupressão;
- meses: pigmentação, pneumonia, neurotoxicidade;
- ultra-tardio: infertilidade, distúrbio do crescimento, mutagênese.
Metotrexati e fluoracil são medicamentos que certamente darão mucosite. São bastante estomatotóxicos: tóxicos para cavidade bucal. Muitos são secretados pela saliva, piorando esta toxicidade e afetando as glândulas que secretam saliva, causando XEROSTOMIA (assunto para depois). Além da fraqueza, enjoo, vômito, que acontece no dia da administração do medicamente, tem efeitos como queda de cabelo, alterações intestinais (diarreia ou prisão de ventre), soluço, unhas manchadas, câimbra, neuropatia na ponta dos dedos...

Depois de ler tudo isso é inconcebível deixar para o médico oncologista cuidar sozinho do paciente. Reforço o apoio multidisciplinar para o tratamento oncológico. E depois de explicar, humildemente, as consequências da radio e quimioterapia vem uma boa notícia: a laserterapia é um auxiliar importante em quase todos os efeitos colaterais, melhorando a qualidade de vida do paciente. Mas isso é para a outra semana! J



1 de abr. de 2013

Exército contra o CÂNCER!!


O post de hoje dá início a uma sequencia de postagem a respeito do câncer e da influência da odontologia e laserterapia no tratamento oncológico. Infelizmente é uma doença que está virando rotina. Todo mundo conhece alguém que passou por um tratamento com radio e quimioterapia. E todo mundo sabe o sofrimento e a luta que a família e o paciente enfrentam. Por isso é necessário, de novo, uma EQUIPE de combate: o médico oncologista que entende do tumor, a nutricionista que entende da alimentação, enfermeiros que apoiam a equipe médica, psicólogos para tratar da saúde mental da família, fisioterapeuta/fonoaudiólogo que auxilia no processo de deglutição e movimentação torácica quando envolve traqueostomia, entre tantos outros. E dentre outros o cirurgião-dentista tem papel fundamental principalmente ANTES do início do tratamento oncológico. Isto não é de costume do paciente, até porque ele recém descobriu a doença e está com o psicológico abalado, logo a última pessoa que ele pretende visitar é o dentista. Porém, antes de iniciar a quimioterapia/radioterapia é crucial uma revisão bucal para eliminar focos de possíveis infecções. Se durante um tratamento oncológico (cabeça e pescoço) o paciente precisar de atendimento odontológico invasivo (exodontia, tratamento de canal, etc) há grande chance de ocorrer necrose óssea: osteonecrose ou osteorradinecrose, causadas pelo tratamento quimioterápico e radioterápico do câncer. Sem contar uma série de efeitos secundários da radiação cabeça/pescoço, tais como: xerostomia (diminuição da saliva), cárie, destruição das glândulas salivares, dor, hipersensibilidade dentinária, ototoxicidade, trismo, radiodermatite, e a MUCOSITE, que particularmente me parece uma das mais limitantes consequências do tratamento. E por isso ganhará um post exclusivo, e toda a atenção da laserterapia voltada para ela!
Mas a ênfase de hoje é a prevenção. Evitar que MAIS problemas perturbem o paciente já tão debilitado física e emocionalmente. Ter que tratar uma necrose óssea que poderia ter sido evitada é um abuso para o paciente. Dentistas, médicos e todo o combo que faz parte do tratamento contra o câncer tem a OBRIGAÇÃO de instruir o paciente a fazer uma revisão no dentista e deixar a cavidade bucal livre de futuros problemas.
Uma revisão de literatura muito didática está em http://www.inca.gov.br/rbc/n_51/v04/pdf/revisao2.pdf
Até a próxima!

25 de mar. de 2013

Clareamento a Laser: herói ou vilão?

Buenas, o assunto é polêmico e está na moda. Acontece que o escurecimento dos dentes é natural, envelhecimento, café, chimarrão, vinho, corantes, cigarro, e muitas outras coisas podem ajudar a escurecer o dente. Então, o clareamento dental entrou em cena. Vejam bem, o termo não é branqueamento. A intenção não é deixar dentes BRANCOS como uma folha de papel, mas atenuar a cor natural de cada dente. É limpar as impurezas citadas acima, e não mudar para branco-tecla-de-piano. Então já adianto o que escreveria lá no final: é um TRATAMENTO odontológico, faz parte de um diagnóstico do cirurgião-dentista, tem vários métodos e indicações e contra-indicações. Comprar na farmácia, por conta própria, os milagres da Gisele Bundchen é tiro no pé, e quando der errado, queimar e machucar a gengiva, não clarear como na propaganda, para quem o cliente vai recorrer e pedir socorro? Para o dentista, que terá que consertar a ilusão da mídia. Então, queridos leitores, clareamento só com supervisão de um PROFISSIONAL. Outra polêmica são os cremes dentais e enxaguantes bucal para clareamento. Eles têm concentração baixíssima do gel, então não é difícil deduzir que servem como auxiliar na manutenção de um clareamento. E não como opção de tratamento.
Bem, basicamente existem dois tipos de clareamento. Um que a gente chama de caseiro, que envolve a colaboração do paciente em aplicar o gel em uma moldeira e usar em casa por um período de tempo. A indicação deste não é o meu assunto. É um método historicamente importante, que funciona sim, mas há desvantagens, como um tratamento além do necessário, já que o paciente pode ter acesso ao gel em lojas específicas, deglutição do gel, um controle impreciso da área clareada, que também fica sob domínio do paciente...
O outro método é o de consultório, que é executado exclusivamente pelo dentista com o auxílio de LUZ! De novo a luz, que serve como catalisador/acelerador da reação do clareamento. É usado para isto um diodo emissor de luz, ou LED. Perceberam que não falei do nosso laser ainda. Há uma grande confusão midiática nisso tudo. Não são todas as luzes que são lasers. O laser de baixa potencia não clareia. O LED acelera a reação do clareamento. E a confusão está estabelecida. Porém, há aparelhos no mercado que a ponteira para clareamento vem com a luz LED mais a luz infravermelha do laser! Mas o que o infravermelho faz metido nessa história? A grande diferença do clareamento de consultório: TRATAMENTO DA SENSIBILIDADE PÓS-CLAREAMENTO! Inclusive com aplicação preventiva do laser. Há também o uso do laser vermelho para analgesia individual de cada dente. Aplicação da luz no dente que está sensível. Outro uso também é para aquelas áreas de gengiva que acabam atingidas pelo gel concentrado, durante o tratamento (aumento da circulação local prevenindo uma necrose profunda dos tecidos). Como os leitores do blog variam entre profissionais e pacientes leigos na teoria eu optei por não entrar em detalhes da reação do clareamento e de como e por que ocorre a sensibilidade. Se houver interesse num próximo post eu descrevo.
Que fique claro que os dois métodos funcionam, fica a critério do cirurgião-dentista indicar um ou outro. E do paciente aceitar também. Em termos de estabilidade os dois métodos são muito parecidos. E tem dentistas que costumam associar as técnicas. E tem também a individualidade do paciente. Fumantes, enólogos, dentes com tratamento de canal, jovens, adultos, TUDO tem que ser avaliado para que se indique o melhor tratamento clareador.
Normalmente o valor do clareamento ‘a laser ‘ é superior ao da moldeira, porém o tempo de tratamento é menor. Como explicar ao paciente: você pode ir à Bahia de avião ou de ônibus, o destino é o mesmo, a viagem é a diferença. Quem optar por avião paga mais, mas chega antes. (Excluam o caos aéreo brasileiro).
O caso clínico de hoje é de um paciente jovem, que fez uso de aparelho ortodôntico, não fumante e que não tinha passado por nenhum processo de clareamento. Foi necessária apenas uma sessão, que durou cerca de 40 minutos.

Antes do clareamento


Pós-clareamento
                             
O assunto é longo, inesgotável e certamente terá mais post sobre.
Fiquem de olho :)

18 de mar. de 2013

Dor na ATM? Laser nela..


Dificuldade para abrir a boca? A mandíbula trava? Ouve barulhos quando abre a boca? Tem dor nos músculos da face? Acorda com dor na bochecha? Pois bem, você pode estar com uma DTM! Disfunção temporomandibular. Algum processo patológico que envolve a articulação temporomandibular, os músculos da mastigação ou ambos.
A dor, causada pela DTM, é o sintoma mais limitante desta doença. Pacientes relatam decadência da qualidade de vida em função desta dor. Aí está umas das indicações da laserterapia para tratamento analgésico: controle da produção de prostaglandina, redução de edema, modulação do metabolismo celular e aceleração do reparo tecidual.
O que ocorre com a atividade muscular na região é um círculo vicioso. Acontece que se tem uma dor (inflamação), que estimula uma excitação do sistema nervoso central, que automaticamente faz o músculo ter uma contração protetora que por sua vez causa dor miofacial, que dói e excita o sistema nervoso, que contrai... Agindo com o laser de baixa potência para analgesia se rompe este esquema.
Atualmente, o método mais conservador e tradicional para tratamento de DTMs é a placa oclusal. O problema é que além da dor, muitos pacientes com DTM tem restrição na abertura da boca, o que dificulta o uso da plaquinha. Então usamos o laser para relaxamento muscular, alívio da dor e do desconforto e consequente aumento da abertura bucal.
Como o laser tem ação na dor, efeito anti-inflamatório e relaxamento muscular não é indicado como tratamento da causa da disfunção, que pode ser por mil outros motivos entre eles mordida errada, estresse, doenças como artrite... Então, é bom esclarecer que a laserterapia entra no pacote contra a DTM, que pode incluir até cirurgia, em casos específicos, tratamento com fonoaudiólogo, terapias etc.
Até a próxima J


Lá está a ATM!

11 de mar. de 2013

Tecido nervoso: PARALISIA FACIAL.

Então começaremos a direcionar o uso do laser, agora que já se tem o conhecimento de como ele funciona é só acompanhar as indicações. Escolhi começar com a paralisia facial porque foi um dos resultados mais incríveis que presenciei. Pois bem, a paralisia facial acomete o nervo facial, interrompendo a condução nervosa, e causando paralisia dos músculos da mímica do rosto, além de alterações de paladar, redução de saliva e lágrima. Vários podem ser os agentes causadores da paralisia deste nervo: trauma, neoplasia, infecções como varicela-zoster e HSV (vírus herpes). Quando se suspeita que o paciente esteja com paralisia deve-se ter o diagnóstico do neurologista, para que o médico defina se a paralisia é central, (e aí não adianta irradiar o caminho do nervo) ou periférica. Com o diagnóstico médico em mãos, podemos iniciar o tratamento de laser de baixa potência para regeneração nervosa, e também instruir o paciente para que se desenvolva um tratamento multidisciplinar, que inclui fisioterapeuta, médico, e cirurgião-dentista. O caso clínico que me referi anteriormente é de uma paciente que frequenta a clínica de laserterapia da Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, para tratamento de paralisia facial. Histórico da doença: paralisia pós-cirurgia de remoção de neurinoma do acústico, em 2005.
No dia em que eu atendi a Dona Marisa, pela primeira vez, ela estava na terceira sessão de laser, com indicação de uma vez por semana. Voltei a atendê-la dois meses depois, e ela continuava em tratamento. Neste período mantive contato com a paciente e os relatos sempre foram positivos, de melhora na sensibilidade e motricidade na região de olho (olho pisca), nariz (coceira) e lábios (como se estivesse voltando de uma anestesia). Não tive mais notícias sobre a evolução do caso, mas pela motivação da paciente e as ações do laser, certamente será um prognóstico de grande sucesso!!! O protocolo foi em todo o trajeto do nervo, região do olho, ao redor da boca, base da orelha e em uma cicatriz do lado oposto da paralisia.
As fotos são de setembro e novembro, respectivamente, e o vídeo é de novembro, filmado pela professora do curso: Doutora Daiane Thaís Meneguzzo.






Até a próxima! :)






4 de mar. de 2013

Reparo e cicatrização + caso clínico.


O post de hoje será sobre uma das mais antigas e concretas indicações do laser de baixa potência: o reparo tecidual. Tendo em vista todos os mecanismos de ação do laser nas células, o tecido restabelece a homeostase, o equilíbrio, a normalidade, levando, então, a sua reparação. Trocando em miúdos, quando o tecido está com energia ele tem força para se recuperar. Lá vem a sabedoria de vó dizendo que o corpo doente precisa de comida, precisa de energia!
O processo de cicatrização sofre influência de fatores que prejudicam o processo, por exemplo, diabetes. Para o cirurgião-dentista, atender um diabético não controlado é alerta puro, pois as feridas podem demorar muito para cicatrizar, e ficam expostas aos micro-organismos e traumas externos.
O laser atua na inflamação, e o reparo é a fase final da mesma. Nesta fase, a ideia é construir um novo tecido para substituir o que foi perdido, e para isso existem etapas a serem seguidas: granulação (proliferação de fibroblastos e secreção de colágeno, que formam a base do novo tecido), contração (fechamento de toda a área da lesão por tecido de granulação), e epitelização (formação da borda da lesão). Dependendo do quão rápido o tecido precisa ser reposto, forma-se a cicatriz do tecido, que tem 70% de resistência do tecido original, cor diferente, e é acelular e avascular. Isto porque tem casos que não se pode deixar a área exposta até que o organismo se organize para repor o tecido exatamente igual ao perdido, aí os responsáveis por fechar a ferida trabalham tão rápido que deixam a cicatriz.
A odontologia tem interesse enorme na aceleração de reparo e cicatrização: feridas cirúrgicas, incisão gengival, aftas, mucosite, injúria de ATM, acelerar regeneração de tecido nervoso lesionado, pós-implante..
A aceleração do reparo pelo laser se dá em diferentes tecidos de diferentes maneiras (copiado do livro referido ao lado):
1.    Tecido nervoso: modulação de mediadores inflamatórios, maturação e regeneração, modulação do potencial de membrana;
2.    Tecido muscular: remodelamento de colágeno, modulação na expressão de citocinas, proliferação de células satélites;
3.    Tecido ósseo: diferenciação em osteoblastos, aumento da atividade osteoblástica, maior síntese de fibras colágenas.
Enfim, não há dúvidas da eficácia do laser em cicatrização tecidual, quem usa uma vez e vê o resultado não fica mais sem.

Para ilustrar o post, um caso clínico de um primo, na fase de cair de bicicleta, cair do muro, ralar joelho e deixar a tia de cabelos em pé. O caso foi que ele caiu, cortou a canela e foi para o posto. Lá medicaram, mas deu processo alérgico ao medicamento, e foi internado. Por isso, chegou até mim com pus na região e alguns dias depois do acidente. O protocolo foi de 4 dias de laserterapia, com luz vermelha apenas, e pontos ao redor da lesão. Infelizmente, por motivos de força maior, não tenho a foto final, apenas a inicial e de dois dias seguintes. Ahh e desculpas pelas qualidades das fotos, ainda estou aprendendo essa história de fotografia.
Tenho outro caso, de ferida de diabético, com meses de exposição. Mas é cena para os próximos capítulos. J

Primeiro dia de laser
Segundo dia de laser


                                      
Último dia de fotos.





26 de fev. de 2013

Caso clínico - Hematoma

Nada como um caso clínico para ilustrar os post. Paciente J.C., masculino, 42 anos. O típico caso de atleta de fim de semana. Futebol inofensivo no domingo e lesão profunda na segunda. Extravasamento e acúmulo de sangue, o famoso hematoma. Tendo em vista o que já foi dito aqui, o laser aumenta a circulação local, acelera os mecanismos de reparo e cicatrização. Além da analgesia local. A seguir, a evolução do caso. 
Primeiro dia do tratamento com laserterapia.


Terceiro dia de tratamento


Última sessão
Em breve mais casos!

Turma do laser no combate a inflamação!


Agressão gera resposta de defesa: inflamação, que tem por objetivos isolar um agente agressor, minimizar o dano causado por ele, e o reparo do dano. Essa agressão pode ser por bactérias, fungos, radiação, trauma, queimaduras e distúrbios do próprio sistema imunológico. Para que a resposta inflamatória aconteça é preciso de um tecido vascularizado, se não houver sangue, as celular inflamatórias não chegam ao local da lesão ( um dos motivos pelo qual é importante manter o coágulo de sangue quando há extração dentária ;) ). E para aumentar o número de células inflamatórias, a inflamação ocasiona um aumento no calibre dos vasos sanguíneos. Com isso surge um exército que combate o agressor. Cada ‘soldado’ é responsável por um momento do processo de cura. Exemplos: neutrófilos, monócitos, macrófagos, leucócitos etc... Conclui-se que quanto mais o vaso sanguíneo dilata, mais células de defesa chegam para resolver a lesão. Mas nem tudo são flores. Existem soldados responsáveis por causar a dor que a gente sente quando estamos com inflamação. Claro, é preciso que doa para que o corpo tome uma atitude em relação ao dano. Esses ‘advogados do diabo’ são as prostaglandinas, bradicinas etc.. Quando tomamos analgésicos é para inibir esses mediadores, e consequentemente a dor. Dizemos que a inflamação tem características peculiares: dor, vermelhidão, calor, perda da função da área lesionada e edema (inchaço). A terapia com o laser para inflamação é baseada em mecanismos como: aumento do número e calibre de vasos sanguíneos locais, aumento da microcirculação local, inibição de mediadores inflamatórios da dor, ativação das células de defesa, aceleração da cicatrização. Então, o laser age justamente nos sinais de inflamação, sem, no entanto, a utilização de medicamentos anti-inflamatórios, que comprovadamente provocam efeitos colaterais, tais como úlceras gástricas, sangramento, problema de fígado e coração.
Os linfonodos são locais que abrigam as células imunológicas, de defesa. Quando irradiados pela luz laser previamente a indução de uma lesão, podem agir como prevenção da inflamação. Podemos dizer que a luz dá um UP nas células de defesa, coloca energia e as prepara para uma futura lesão.
Em odontologia, o uso do laser pode ser aplicado em redução de edema, tratamento de ATM de cunho inflamatório, mucosite, estomatite e controle de infecção periodontal, associado a raspagem e alisamento (só desinflama se o agressor é removido). E em laserterapia, o uso da luz para inflamação é bastante útil, há resultados efetivos em atletas de fim de semana, bursite, artrite, epicondilite, sinusite e acne (sim, espinha é inflamação. As ITES que se cuidem. Estamos de olho nelas, inclusive na tal da celulite! J Até a próxima.

18 de fev. de 2013

Turma do laser no combate a dor.

Todo mundo já sentiu dor. De dente, de cabeça, de amor, de barriga. E todo mundo concorda que não é bom. Mas necessário. A dor é o jeitinho que o corpo encontrou de avisar que tem alguma coisa de errado acontecendo. A dor trava nosso dia, nossa rotina. E a bem da verdade é que a gente só dá valor para a saúde quando estamos doente. 
Revisão básica do mecanismo da dor: dói porque existe uma percepção de dor pelo sistema nervoso, num processo que envolve um dano tecidual, ativação de terminais sinápticos, ação de mediadores químicos (prostaglandinas, leucotrienos, histamina etc), sensibilização do SN e uma resposta.
O fato é que o mecanismo de ação do laser na analgesia ainda não é único. A literatura sugere que não há um mecanismo único para ação do laser no processo de analgesia. Vários são os processos de atuação da radiação sobre a dor, mas todos agem em algum momento da condução do impulso nervoso.
Simunovic enumerou alguns mecanismos capazes de explicar os efeitos analgésicos: aumento do fluxo linfático e redução de edema, aumento de ATP promovendo relaxamento muscular, aumento dos níveis de betaendorfina, aumento da microcirculação sanguínea local e de oxigênio, acelerando a retirada de catabólitos dos tecidos, entre outros.
Bradley também enumerou alguns mecanismos que explicam o efeito da luz infravermelha como sendo mais eficaz para analgesia: ação direta sobre fibras amielínicas, ação específica no tronco nervoso, alterando concentração de Na/K nos tecidos nervosos, aumento do fluxo sanguíneo, eliminando toxinas nos tecidos, efeito placebo, etc...
O laser não é capaz de gerar anestesia no tecido, pois a luz laser pode ser mais efetiva sobre fibras de condução lenta, promovendo analgesia, e não anestesia.
O uso da terapia com laser de forma preventiva também não segue um mecanismo 100% elucidado. Centenas de autores sugerem o benefício da aplicação do laser como efeito antiálgico, e muitos concordam que o efeito esteja ligado a redução da condução do impulso nervoso. Para a odontologia, esse efeito é diferencial para o profissional, é de fácil aplicação e sem efeitos colaterais. Por exemplo, na aplicação da luz antes de punção anestésica, após cirurgias para evitar dor e edema, quadros de prevenção de herpes e mucosite oral, entre outros mil.
O efeito analgésico do laser é tão evidente que a Organização Mundial da Saúde incluiu a terapia de laser de baixa potência como recomendada para tratamento de dor crônica na região cervical.
Não fica difícil concluir a ideia que o uso do laser como analgésico diminui o uso de medicamento e todos os efeitos colaterais que eles causam ao nosso organismo. Esta vantagem é o carro chefe da divulgação do laser, e uma maneira bem simples de explicar ao paciente a introdução desta tecnologia na prática diária. Só tem uma dor que o laser não é capaz de curar: a de amor. Até a próxima. J
O quanto de remédio você é feito?

15 de fev. de 2013

Como, quando e por quê? Interação laser-tecido!


Mais um pouco de física até a gente chegar à parte prática. Basicamente a luz no tecido reflete ou espalha ou é absorvida. Os efeitos clínicos se dão quando ela é absorvida pelo tecido danificado. Quando o laser entra em contato com o tecido há uma transformação da energia luminosa em térmica e química. O ‘porteiro’ do nosso corpo é o cromóforo: responsável por absorver a luz. Os fótons são absorvidos pelas bandas de vibração molecular que pertencem a uma molécula que age como cromóforo. Por exemplo, em um comprimento de onda ultravioleta as proteínas e DNA atuam como cromóforos, na faixa de luz visível a oxiemoglobina, hemoglobina e melanina são os principais cromóforos e na luz infravermelho á água e hidroxiapatita. Por isso o comprimento de onda é quesito fundamental para o tratamento, bem como o tipo de luz a ser usado.
E para aqueles que não entendiam o motivo das aulas de bioquímica, lá vai: a mitocôndria é super responsável pela ação da luz. Nela ocorre a conversão de moléculas de glicose em ATP. Estudam demonstram (quem se interessar pelos artigos é só pedir) que o laser aumenta o consumo de oxigênio, potencial de membrana e síntese de NADH e ATP, bem como a síntese de RNA e proteínas. Resumindo: “acredita-se que a terapia com laser é baseada na habilidade da luz em alterar o metabolismo celular, como resultado da sua absorção pelas mitocôndrias.”
Repito, isto é uma explicação superficial, mas que dá uma noção do que acontece na célula. Tendo esta noção da mitocôndria vamos aos radicais livres. Em poucas quantidades, eles sinalizam/estimulam o núcleo a fazer transcrição gênica. Em altas quantidades, são tóxicos, mutagênicos. Entre as principais formas reativas de radicais livres estão:  O2, H2O2, OH, oxigênio singleto e NO (óxido nitroso). Em altas quantidades dessas formas reativas, como em caso de estresse oxidativo, o laser tem atuação biológica: restabelecimento de ATP, da função respiratória da célula. Elimina o NO que está ocupando o lugar do O2 e deixa a célula trabalhar em paz. Laser não remove radical livre, simplificando a explicação, ele estimula a produção de uma enzima, que elimina o radical. Se ficou muito complexa a história do radical livre, deem uma olhada nos cremes de beleza para rejuvenescimento, todos envolvem a palavra radical livre, ou então as dietas de hoje em dia, todas baseadas em alimentos antioxidantes. Aí fica mais fácil associar radicais livres e estresse oxidativo a ação prejudicial no tecido. Se nada disso entrou na cabeça, lembrem-se de uma coisa: o laser só age onde tem LESÃO. Em células com funcionamento normal ele não tem motivo para intervir, a menos que se deseje uma analgesia antes da geração de um trauma. (próximo assunto). Por isso o dedo de quem segura o laser não sofre danos. Mas os olhos sim, a luz os prejudica quando olhamos diretamente, por isso o uso dos óculos de proteção é indispensável.
O capítulo 3 do livro que indico ao lado é perfeito para uma explicação mais profunda desse post. Para o próximo, o motivo pelo qual damos ao laser as propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e de reparo tecidual. Será que já podemos lançar a campanha XÔ, PARACETAMOL? Em breve, respostas. J


14 de fev. de 2013

Prazer, laser!

Os nascidos antes da década de 90 devem lembrar como era ir ao mercado no auge da inflação: um funcionário só para passar aquela máquina de mão nos produtos, indicando o aumento de preço. Até que o código de barra salvou as costas desses funcionários. Laser! Nunca se perguntou como se faz a medição de longas distâncias tipo Terra e Lua? Laser! Os bons e velhos CDs e DVDs? Laser!
Laser é luz. Dispositivo que produz um feixe de radiação eletromagnética. É luz quando nossos olhos conseguem enxergar a onda. Pacotinhos de energia (fótons) que estão sendo emitidos de um ponto a outro. E pelas aulas de física do cursinho fica fácil lembrar que o fóton não carrega massa, não anda em linha reta, carrega energia e anda em onda, com crista e vale. É o comprimento da onda que dá a característica da radiação eletromagnética. É óbvio que a explicação é muito profunda, física e com fórmulas, mas a minha intenção não é dar aula de laser, é só para situar os leitores.
Muita gente pergunta se o laser não faz mal, causa câncer ou faz cair um braço. Não. A radiação que faz mal é a que quebra ligação química, e a energia para isto é +- 3,5 a 20V. O laser de baixa infravermelho tem 1,57V. Então, nosso paciente pode ficar tranquilo. Aliás, um queimado de sol certamente é mais nocivo que a luz laser. Seguindo a lógica o sol também é um emissor de energia de um ponto a outro.
Aí ouvimos que a luz LED derruba um avião, luz branca é bom para certo ambiente, a luz laser é para fazer espada de luz...mas afinal de contas, qual a diferença das luzes? Resumindo:
- luz branca: policromática, divergente;
- luz led: monocromática, divergente (basta lembrar do desfile de carnaval, as luzes dos carros alegóricos são luz led, de várias cores);
- luz laser: monocromática, coerente e convergente.
Tá, mas e daí? E daí que essas características do laser é que explicam a ação da luz nos tecidos, e como consequência da interação temos os benefícios: pró-inflamatório, acelera o reparo, ação analgésica, ação anti-edematosa, acelera a cicatrização tecidual. Curioso como tudo isso é possível? Tema para o próximo post.
Porta-Bandeira Carnaval 2013. E a fantasia a la LED.